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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Reflexãoo



Fui criado com principios morais comuns: Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoriades. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro ou da cidade... tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror... Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Po r tudo o que Meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dividas em dia é ser tonto... Anistia para corruptos e sonegadores.... O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser... Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de....”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”e definitivamente bela, como cada amanhecer. E viva o retorno da verdadeira vida, simples, como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manha! Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Vamos voltar a ser “gente”, onde existam o amor, solidariedade e fraternidade como bases. A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito.... Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe? .... Precisamos tentar.... Quem sabe começando a encaminhar ou transmitindo essa mensagem... Nossos futuros filhos merecem e nossos futuros netos certamente nos agradecerão!

Arnaldo Jabor.

quarta-feira, 13 de maio de 2009




O computador em sala de aula

Adriana Rocha Bruno
Ago/1998

"Estamos na era Midiática... Computadores, Internet, DVDs, celulares, Cinema, T.V., Rádio, e todos esses maravilhosos recursos que hoje fazem parte de nossas vidas... Entraram porta adentro e nem sequer nos demos conta...
Na Educação, há cerca de duas décadas, aproximadamente, uma máquina vem se infiltrando em nossas salas de aula, colaborando muito para a modificação do cenário que compôs, até então, o universo escolar: o computador.
A cada dia este vem se tornando um elemento ativo em nossas escolas... Nossos alunos dominam essa ferramenta com a mesma facilidade com que manuseiam seus video-games, uma bola, uma bicicleta ou um skate, etc.; e viajam pela Internet, com seus chats, home-pages, e-mail, fazendo download, etc., palavras que entram em nossos ouvidos, mas que ainda assim acaba sendo inevitável darmos uma paradinha para processarmos o real significado de cada uma delas...
Diante de tantas mudanças, devemos nos perguntar: O que faz essa máquina dentro de uma sala de aula? Prá que? De que forma deve ser usada? Quem deve "conduzir" sua utilização?
Poderíamos responder: Trata-se de recurso de última geração, em que a escola não pode ficar de fora! Ou ainda: A escola precisa ensinar informática para os alunos, pois tudo hoje em dia está informatizado! Deve haver um profissional capacitado para ministrar essas aulas, fazendo inclusive parte do currículo!
Como educadora, e trabalhando com Informática Educativa desde 1995, posso concordar com parte das respostas acima. Acredito que cursos de informática são importantes para todos os indivíduos hoje em dia. Porém, não vejo a escola como instituição responsável por desenvolver tal tarefa. Os cursos de informática podem estar inseridos na escola como atividade opcional oferecida aos alunos, mas nunca chamadas de informática educativa ou educacional, simplesmente por estarem sendo ministradas dentro de uma instituição escolar.
A informática educativa ou educacional vê no computador uma ferramenta, ou mais um recurso a ser utilizado em sala de aula, pelo professor e pelos alunos, no auxílio da construção do conhecimento. Assim, não podemos ter um profissional especializado para utilizar esse recurso, mas todos os profissionais da escola capacitados e envolvidos nesse processo.
Quando pensamos em professores, imaginamos um ser inteiro, não compartimentalizado. Na escola não há um professor especializado em quadro negro e giz, outro em vídeo, outro em trabalho com sucatas, etc. Pressupomos que nossos professores tenham um conhecimento mínimo de cada um desses recursos para trabalhar em sala de aula... Por que ser diferente com o computador... Ninguém precisa ser um "expert" em recursos audiovisuais para utilizar um vídeo com seus alunos, ilustrando uma aula através de um filme ou documentário! O computador, apesar de possuir muitos recursos, não deve diferir de qualquer outra ferramenta a ser utilizada pelos professores.
É preciso desmitificar, e acabar com os fantasmas que o envolvem... É uma ferramenta complexa, sim, mas que qualquer pessoa pode ter acesso e manuseá-lo.
Não precisamos de pessoas que dominem todos os recursos midiáticos, e aqui, mais precisamente falamos do uso do computador, mas sim de educadores que estejam dispostos a vencer o desafio de levá-lo à sala de aula para utilizá-lo como mais uma ferramenta, onde o educador-mediador poderá desenvolver com seus alunos inúmeros projetos que resultarão em grandes descobertas para ambos. Partindo destes pressupostos, e fazendo parte desse processo de mudanças na área educacional, tenho desenvolvido trabalhos em Informática Educativa... Nesses anos dedicados a essa nova tecnologia, tenho percebido uma carência preocupante no que se refere aos profissionais que atuam nessa área, ou seja, o professor. Temos a tecnologia (ferramenta), temos alunos, que em sua maioria dominam essa tecnologia, mas não possuímos professores capacitados, formados, para desenvolver com seus alunos projetos utilizando esse instrumento. O investimento no professor, e quando me refiro a este profissional quero que entendam como não apenas um, mas todos que estejam envolvidos com a sala de aula e com a parte pedagógica da escola, se faz primordial nesse processo.
O meu trabalho se consiste em trabalhar com esses profissionais, no sentido de (trans) formálos, capacitá-los para um melhor desenvolvimento de seus projetos em sala de aula, utilizando o computador, de forma interativa e diversificada; Trabalhar com a informática educativa ou educacional, tanto com alunos quanto com educadores, vai além de simplesmente navegar pela Internet buscando sites interessantes destinados à pesquisa de alguns assuntos para um trabalho em determinada disciplina... Esse é um dos recursos a ser utilizado; mas eu vejo a I.E. como um instrumento provocador de mudanças posturais, propiciando uma nova visão de sala de aula. Não há com isso a pretensão em depositar nesta ferramenta a solução dos problemas educacionais, mas acredito que, também através dela podemos desencadear esse processo...
Por que a mudança postural?
No caso dos professores, não basta o domínio tecnológico. O professor deve ser formado para entender que no mundo de hoje o papel do educador mudou... Não existe mais o detentor do saber... Diante da facilidade e da rapidez com que se obtém informações através dos veículos midiáticos, seria bobagem acreditar nesse jargão. O que existe hoje, ou o que se espera hoje de um educador, é que ele seja um mediador desse processo de construção do conhecimento... Que ele seja um constante desafiador, estimulador... E que esteja preparado para o construir junto, para o aprender, para aceitar o "não saber próprio"... Para entender que essa ferramenta, neste momento, tecnologicamente falando, será mais facilmente dominada pelo aluno do que por ele, professor; mas que cabe a ele lançar os desafios, mostrar ao aluno de que forma utilizá-la no universo escolar... Descobrir um aluno ativo, participativo, que tem muito a ensinar, que é capaz de desenvolver projetos multimídia superiores às nossas expectativas e até aos nossos, o que pressupõe uma mudança postural...
Não podemos ver o professor apenas dentro da ótica profissional, pois a mudança de postura, envolve o ser como um todo... Não há mudança apenas na sala de aula, mas a mudança, quando acontece, se dá por inteiro: profissional, pessoal, social, psicológica, etc. Portanto a formação desse educador é muito importante, e difícil... Esse investimento deve compreender a capacitação prática ( conhecimento tecnológico) articulada com a teórica ( leitura, discussões, desenvolvimento de projetos, pesquisas, etc), mas sempre permeada pela formação humana, compreendendo o ser com holístico, ser emocional e racional.
A capacitação prática envolve conhecimentos básicos do Windows, Office, Internet, saber pesquisar em enciclopédias, conhecer alguns software educativos, recursos multimídia, algum software de autoria, Linguagem de Programação, etc.. Tudo isso parece muito, mas da forma como é ministrada, sempre fazendo ligação com a sala de aula através de projetos, torna-se fácil e prazeroso esse aprender. Não é um curso de computação, mas a utilização dos recursos que o computador oferece, partindo sempre de uma necessidade, um projeto. Portanto não há um curso de Processador de textos, mas a utilização deste aplicativo para um trabalho que estejamos desenvolvendo, e aprenderemos os recursos que ele possui de acordo com o que se fizer necessário para tal projeto. Por isso, normalmente não vemos tudo de um aplicativo/software específico, em determinado módulo de capacitação, vemos um pouco de cada programa, a interação entre eles, para utilizarmos em nosso projeto. A capacitação teórica envolve o aprender a desenvolver projetos, articulação com a sala de aula, trabalhar a mudança de postura, etc., e tudo isso através de leituras de textos, artigos, livros, etc, discussões com o grupo, dinâmicas de sensibilização, etc., com o objetivo esencadear/instigar esse processo mudança através de uma nova visão do educador e do aluno, dentro de uma linha socio-construcionista. No caso do aluno, também há mudança de postura... Ele passa a ser visto como ser ativo e participativo; valorizado pelo potencial que possui e que tem agora oportunidade de demonstrar; entendendo as disciplinas de forma integrada e não fragmentada, buscando a relação existente entre elas através dos projetos que desenvolve; tendo oportunidade de criar seu próprio software e não apenas se utilizar dos que estão no mercado; se percebendo inserido no mundo globalizado, também na escola, uma vez que ela não deve mais ser entendida como uma instituição a parte; encarando o professor como um profissional que está ali para ajudá-lo neste processo, mas que não detém o poder do saber universal, mas é um articulador, mediador, estimulador da criatividade, da criticidade, etc. O aluno não é capacitado, mas ele é levado a um novo ambiente, um nova sala de aula, muito mais estimulante, divertida, onde desenvolverá seus trabalhos, muitas vezes iniciados em classe com o professor, se utilizando de mais esse recurso. Tudo isso leva à sua mudança de postura ( disciplina, auto-estima, socialização, motivação, participação, etc.).
Mas isso não seria possível sem computador? Sim, seria a resposta. É totalmente possível e deve acontecer com ou sem computador. Porém, quando fazemos uso de um instrumento sobre o qual não dominamos, que é diferenciado na sala de aula, que nos tira do cotidiano giz e quadro negro, sentimo-nos desestruturados. Mas esse pode ser exatamente o estimulador às mudanças que precisávamos. Devemos lembrar o que Piaget falava sobre desequilíbrio, assimilação e acomodação.
As mudanças no ambiente são muito importantes e percebemos isso nos mínimos acontecimentos de nossa vida: um novo corte de cabelo, móveis novos em nossa casa, uma roupa nova, etc., exercem boas influências em nossas vidas, nos impulsionando, nos motivando a mudanças significativas... Na escola, ou em nosso ambiente de trabalho é a mesma coisa... Há quanto tempo convivemos em salas de aula com a mesma disposição, mesmo mobiliário, etc.? Esse novo "mobiliário" em nosso ambiente escolar, tem desequilibrado nossos professores, mas isso é extremamente positivo se não o desprezar-mos, ou tentarmos nos livrar dessa ferramenta incômoda (para muitos), mas encará-la de frente e percebermos nela uma das possíveis fontes de mudança. O que devemos desenvolver com alunos e professores é exatamente isso, despertando a consciência e a importância em se utilizar esse recurso midiático adequadamente na escola e os benefícios que o computador pode trazer nesse processo."






sexta-feira, 1 de maio de 2009

" A nova era tecnológica"

O vídeo "Do sonho aos Ares", de Santos Dumont, mostra-nos a evolução da tecnologia através dos tempos. Dumont tinha um sonho: " o sonho de voar"! Após várias tentativas conseguiu transformar seu sonho em realidade, e hoje é considerada uma das maiores realizações para a humanidade.
Mas, as inovações na área da tecnologia não pararam por ai; na verdade acredito que este, tenha sido um grande passo, pois a humanidade acaba acordando e abrindo os olhos para esse mundo novo que vem surgindo.... o mundo da ERA TECNOLÓGICA!

Vivemos cercados de informações, o mundo gira, não para, e com ele as noticias vem e vão. E como recebemos. essas noticias? Através da mídia, Internet, rádio, televisão, etc... E isto é tecnologia! CD's, DVD's, aparelhos digitais, já estão em nosso meio e nem nos damos conta. Quando percebemos já estamos nos utilizando destes e fica impossível ficar sem.

Essa evolução acaba "interferindo" na vida das pessoas, de modo que estas precisam se aperfeiçoar a cada dia mais, pois a tecnologia muda a cada dia e se isso não acontecer vamos ficando para "trás". Se pararmos e não nos aperfeiçoarmos não vamos conseguir acompanhar essa evolução.

Particularmente, estou sempre buscando aperfeiçoar estes conhecimentos,indo sempre em busca de novas tecnologias, inovações. Tanto para o trabalho, como para o lazer....
Temos que ir em busca destes novos conhecimentos, acompanhar essas mudanças, não podemos "parar no tempo", porque elas estão presentes no nosso dia-a-dia em todos os momentos...
Precisamos estar preparados para esse novo mundo, essa "Nova era tecnológica"!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Quem sou eu?

Eu sou o que eu penso....
Eu sou mais um ser mortal...
Eu sou humano o bastante para errar e ter duvidas sobre o que eu sou e sobre o que eu quero ser.
Mas também sou humano o bastante para tentar sempre reconhecer e corrigir os meus erros...
Eu sou esforçada o bastante pra vencer qualquer desafio...

E quieta o bastante para que não me desafiem.Eu sou mais uma na multidãoEu sou o que eu sou...
Eu sou o que eu quero ser...
Eu Sou feliz por eu ser eu mesma, eu sou feliz por estar viva e continuar vivendo....

Eu sou feliz por sonhar, Pelo que eu quero alcançar...
Eu sou feliz por alcançar e continuar a sonhar...
Eu sou o que sou...

Eu sou o que eu quero ser....
Eu sou o que eu penso...